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Em Foco
Na captação de recursos, ter os olhos sobre a comunidade é essencial para a elaboração de um bom projeto Na teoria é simples colocar em prática ações que viabilizam a captação de recursos. Mas, trazidas para a realidade onde problemas pedem soluções urgentes, a captação parece um caminho difícil. Porém, é necessária para a continuidade de projetos e ações que se propõe a transformar o meio em que estão inseridos. A captação de recursos começa com o olhar atento da equipe em detectar os problemas e as necessidades do Projeto, o segredo é procurar os parceiros certos para cada necessidade. O Projeto Criança do Reino, em Olinda, PE, é um bom exemplo na captação de recursos. O capelão do Projeto (BR-407), Edivaldo Pessoa Filho, conta que a equipe percebeu que a alimentação das crianças não era suficiente. “Notamos que o problema começou a afetar a frequência nas aulas, pois muitas crianças se alimentavam apenas no Projeto e, não tendo o sustento que precisavam para se concentrar nos estudos, começaram a faltar”, afirma Edivaldo. A facilitadora da Compassion, Eveline Almeida, orientou o Projeto a buscar novas parcerias o quanto antes. Eles recorreram ao Banco de Alimentos do SESC. “Escrevemos um ofício apresentando nosso trabalho e a necessidade das nossas crianças”, diz o capelão. Para que os recursos chegassem, o Projeto se dispôs a atender as orientações do futuro parceiro, reestruturando a despensa e a cozinha. Em três meses, passaram a receber a ajuda. As refeições melhoraram e agora eles também oferecem lanches para as crianças, com direito a iogurte e chocolate. Segundo Edivaldo, o efeito foi muito positivo: “As aulas agora têm uma frequência média entre 85% e 90%.” Caminho das pedras Organizar-se legalmente e regularizar a documentação junto aos órgãos municipais é o primeiro passo para a captação. Por causa de incentivos fiscais, empresas privadas têm disponibilizado cada vez mais recursos para investir no terceiro setor, porém, a liberação é feita apenas para pessoa jurídica. Por isso, é importante que o Projeto, com a ajuda do Comitê, invista tempo e esforço para se organizar o quanto antes e começar a se beneficiar com incentivos ou mesmo doações. “É difícil, mas é o primeiro passo. É uma série de documentos para preencher”, conta Edivaldo, que trilhou esse caminho. Ele aconselha as Igrejas a procurar orientação em suas denominações e prefeituras. “Depois que se está organizado legalmente, as coisas deslancham.” Objetivo, foco e persistência são os pré-requisitos para uma boa captação. Mas é o amor pelas crianças, paixão pelo trabalho, sensibilidade em perceber as necessidades e a submissão ao Senhor que darão o ânimo necessário para “desbravar” o caminho. Edivaldo tem convicção de sua missão e consciência de cada passo: “Aconselho a todos que estão nessa missão conosco a organizar-se legalmente, ir em busca de parcerias e perseverar em oração.”
Indicação de sites: Livro: “Captação de Recursos”, de Custódio Pereira (Editora Mackenzie)
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